terça-feira, 13 de julho de 2010

Uma lembrança distante


Durante uma entrevista com José Maria Orreda, importante historiador e ex-professor da cidade de Irati (PR), fiz uma pergunta mais pessoal: qual era a lembrança do primeiro filme assistido no antigo Cine Theatro Central. Por algum motivo, a memória prodigiosa do prof. Orreda não funcionou.
Fazendo o mesmo exercício de recordação, consegui lembrar de meu primeiro filme numa sala de cinema: Os Caça-fantasmas (1984, dir. Ivan Reitman ), cuja sessão acompanhei ainda criança no saudoso Cine Maringá, lá na “cidade canção”. Apesar de ser uma comédia, fiquei com bastante medo das imagens, principalmente do monstro que perseguia Rick Moranis. Lembro também que fiquei torrando a paciência de minha mãe, pedindo para me explicar as cenas do filme, pois não conseguia ler com rapidez as legendas.
Ainda hoje, quando entro em um cinema, sinto-me como aquele menino com medo de um filme que não entendia.

Para assistir ao trailer, clique aqui.

sábado, 10 de julho de 2010

Programa Noites 80 entrevista Kid Vinil


No ar desde o dia 13 de junho, o programa de rádio Noites 80 tem conquistado a cada domingo mais espaço e audiência na região de Guarapuava, no Centro-Sul do Paraná. Comandado pela âncora Michele Mattos e pelo trio de comentaristas Cristiano Martinez, Márcio Fernandes e Waldecir Kurpias, o programa apresenta semanalmente o melhor da saudosa década de 80: música, cinema, TV, moda, costumes, política, economia, enfim, tudo aquilo que faz parte do imaginário cultural daquele período.
Graças ao sucesso de público, o Noites 80 passa, a partir deste domingo (11 de julho), a contar com mais meia hora de duração. Assim, inicia-se às 20h30 e termina às 22h, pela Rádio Cultura FM 93.4.
Além dos comentários e do tema central, o programa se compõe de diversos quadros: “Garimpando”, que resgata músicas e artistas “desaparecidos” do cenário musical; “Trilha Sonora”, que nos leva até as músicas de sucesso de filmes e novelas; “Talento Meu”, um convite à criatividade dos ouvintes; e “Convidado Especial”, que desfruta da companhia de personalidades para comentar sobre algum assunto.
Nesse quadro, já passaram pelo programa o cantor guarapuavano Sérgio da Matta, a banda Gato Xadrez, o professor Cláudio de Andrade e o artista Ovelha (do hit “Sem você não viverei”). E, neste domingo, o grande Kid Vinil confirmou entrevista ao vivo para o Noites 80. Ex-vocalista do grupo Magazine, Kid fez muito sucesso na década oitentista cantando “Sou Boy” e “Tic tic nervoso”. Hoje, ele continua na ativa, apresentando programas de rádio e TV, escrevendo para sites, discotecando em festas como DJ e fazendo shows com a Kid Vinil Xperience.
Assim, fica o convite para a viagem cultural aos anos 80: http://www.cultura93fm.com.br/ (recomenda-se o Internet Explorer para sintonizar a programação) e http://www.noite80.blogspot.com/.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A magia do cinema


Concordo, o filme Os Picaretas (1999, dir. de Frank Oz) não é a grande comédia do cinema contemporâneo.
No entanto, Eddie Murphy e Steve Martin garantem momentos muito engraçados e que funcionam bem na telona. Por exemplo, a cena em que o personagem de Murphy quase morre ao atravessar uma rua movimentada é impagável. O pior é que ele tem de repetir isso até ficar bom.
Mesmo sendo uma comédia, como disse no início do texto, o que me chama atenção nessa produção não se refere necessariamente ao humor. Tem a ver com o enredo central: Martin faz um diretor de pouco prestígio que tenta emplacar um grande filme em Hollywood. Para isso, ele usa de vários estratagemas para conseguir tal proeza.
Aos trancos e barrancos, ele consegue. Aí, vem a grande cena do longa: o olhar de fascinação quando sua obra é projetada na telona. É a magia do cinema acontecendo.


Assista ao trailer aqui.

sábado, 26 de junho de 2010

Do texto à telona


Certa vez, Jean-Luc Godard, importante cineasta francês, teria dito que grandes obras literárias não se transformam em bons filmes quando transpostas para a telona. Muitos clássicos do papel já foram “violentados” ao longo da história.
No entanto, algumas exceções contrariam a máxima de Godard. Uma delas é Ratos e homens (1992, dir. de Gary Sinise), adaptação do romance homônimo de John Steinbeck.
O mérito do filme é de ter ido além da prosa seca e tortuosa do livro, conferindo maior sensibilidade aos personagens George e Leenie, interpretados de maneira equilibrada por Gary Sinise e John Malkovich, respectivamente.
Tudo bem, Steinbeck foi roteirista do filme; mas, sem a direção discreta e segura de Sinise, não teríamos uma produção à altura do romance.

*************************************************************************************

Assista ao trailer aqui.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Ao som do Brasil


Apresentação da Orquestra a Base de Cordas contagia Guarapuava


Com direito a bis e ovação da plateia, a Orquestra a Base de Cordas apresentou o concerto “Nosso Som” na noite desta segunda-feira, dia 21 de junho, no auditório da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), campus Santa Cruz.
Indo da valsa à música caipira, o conjunto passeou por um repertório de composições contemporâneas que refletia a diversidade musical brasileira. Mesmo sem conhecer boa parte das canções, o público se identificou com ritmos que fazem parte do “ouvido” coletivo. Não havia como não se sentir familiar com peças que formam o chamado “caldeirão” cultural do país.
Numa palavra, as acadêmicas do curso de Arte/Educação, Tatiane Sabrina Sila e Krisley Motta, definiram o concerto como “excelente”. “A Orquestra a Base de Cordas apresentou um repertório que faz parte das raízes da música brasileira”, definiu Krisley.
Mostrando empatia e carisma, os integrantes do conjunto interagiram com a plateia, explicando a origem das músicas que constavam no programa. Detalhe: boa parte delas era fruto dos próprios membros da Orquestra, que contaram histórias curiosas sobre o processo de criação.
É o caso de “Limão no sovaco”, de autoria de Julião Boêmio. “Fiz essa música em homenagem a um amigo baiano. Certa vez, ele me contou que usava limão no ‘sovaco’ para amenizar o odor. Só que, de tanto usar, ficou com as axilas todas manchadas, ainda mais porque ele saía no sol”, conta rindo Boêmio.
Em sintonia com esse espírito “abaianado”, durante a execução dessa canção o baterista começou a tocar um berimbau, instrumento baiano típico da capoeira. A plateia vibrou quando ele saiu do palco e passou por ela, percorrendo o corredor central ao ritmo da Bahia.
Outro momento inusitado foi a tradicional apresentação dos músicos, que ganhou criatividade. Cada integrante era chamado a se levantar ao som de uma trilha de cinema: “A pantera cor-de-rosa”, “Rock”, “Guerra nas Estrelas” etc. O público entrou na brincadeira, acompanhando tudo com risos e palmas cadenciadas.

ESPONTANEIDADE
Profissionais virtuosos, todos os músicos tiveram oportunidade de mostrar o talento individual nos respectivos solos. João Egashira conta que, apesar da previsão, cada improvisação é única. “O curioso é que nunca conseguimos repetir o mesmo solo ou nota tocada do mesmo jeito, pois aquele momento passou e não volta mais. Por isso, a gente se ‘entrega’ à apresentação, como se fosse a última”, afirma.
E, assim, com bom humor e espontaneidade, a Orquestra a Base de Corda conquistou o público guarapuavano, realizando um concerto ao som da diversidade musical brasileira.

ORQUESTRA
Formado em 1998 pelo maestro Roberto Gnattali, a Orquestra mantém em sua formação atual nove músicos de diferentes instrumentos: bandolim (Rodrigo Simões), piano (Beth Fadel), violão de sete cordas (André Prondóssimo), violino (Helena Bel), violão (Hestevan Prado), violão (João Egashira), Cavaquinho (Julião Boêmio), viola caipira (Junior Bier) e percussão (Luis Rolin).

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Livre como uma borboleta


Para quem conhece a série Oz, reprisada nas madrugadas do SBT, o filme Papillon (1973, dir. Fanklin J. Schaffner) cai bem. Ou melhor, cai mal, pois suas cenas são mais fortes e angustiantes.
Em comum, série e filme apresentam a vida difícil atrás das grades. No entanto, as semelhanças param por aí. O filme com Steven McQueen e Dustin Hoffman tortura o espectador, confinando-o aos espaços enfrentados por Hanri “Papillon” Charriere. É emblemática a cena em que ele quase morre de fome, encarcerado durante dois anos na solitária, comendo insetos e enlouquecendo aos poucos.
O longa-metragem não se preocupa em discutir se o personagem é culpado; ou se o criminoso merece o perdão. O mais importante é mostrar toda a obsessão de Papillon pela liberdade; o que é justo, afinal. Quem não gosta de ser livre?
Livre como a borboleta tatuada no peito do personagem.

domingo, 6 de junho de 2010

Medão


Ultimamente, bons filhos de terror têm seguido a trilha deixada por A bruxa de Blair (1999): medo psicológico, falso documentário, baixo orçamentário e nervos à flor da pele (do espectador, é claro!).
O espanhol Rec fez isso em 2007; e agora, temos Atividade paranormal (2007, dir. Oren Peli). Lançado de maneira despretensiosa, o filme foi crescendo nas bilheterias mundo afora até chegar ao Brasil.
Disponível em DVD, essa produção dá um baita medão, pode acreditar. Ou melhor, “acredite se quiser”, pois o enredo se baseia na presença de espíritos na vida de um jovem casal.
Sem banhos de sangue ou mocinhas peitudas correndo para o lado errado, a ação se concentra somente em dois atores durante uma hora e meia. Gradativamente, a coisa vai piorando até chegar ao desfecho final. Desafio-o, inimigo leitor, a assisti-lo.

*************************************************************************************

Para ver o trailer, clique aqui.