segunda-feira, 11 de julho de 2011

Liberal, pero no mucho

(Foto: fnt.org.br)
O ator Spencer Tracy (à esquerda) fecha com chave de ouro o filme



O grande sucesso de Ao mestre, com carinho (1967, dir. James Clavell), pelo menos no Brasil, parece que prendeu o ator Sidnei Poitier a um único papel. Todo mundo, principalmente os professores, lembra apenas dessa atuação.

No mesmo ano desse filme, Poitier participou daquele que é considerado seu melhor trabalho: Adivinhe quem vem para jantar? (1967, dir. Stanley Kramer). Ele vive o papel de um médico bem sucedido, que acaba se apaixonando por uma menina rica e filha de um famoso editor de jornal. Entre eles, uma grande diferença de idade.

No entanto, essa não é a principal discussão ética do filme. Os pais da jovem não são conservadores, pois defendem valores liberais. Só que um pequeno detalhe os põe contra a parede: o futuro genro é negro; e isso numa sociedade mais careta do que hoje.

Destaque para a cena final, no belo discurso do personagem vivido pelo ótimo Spencer Tracy (em seu último filme).


sexta-feira, 8 de julho de 2011

Nova Estampa e RSN estabelecem parceria

(Imagem: redesuldenoticias.com.br)



Site com maior índice de acesso na região de Guarapuava (a 250 km de Curitiba), a Rede Sul de Notícias (RSN) passa a contar, a partir desta sexta-feira (8), com conteúdo fornecido pelo blog Nova Estampa.

O internauta da RSN poderá conferir dicas de filmes, obras literárias, discos e quadrinhos; cobertura de eventos culturais; e reportagens especiais no tradicional endereço www.redesuldenoticias.com.br. Tudo com o melhor da cultura pop, em material produzido pela equipe do blog. E um diferencial: as atualizações serão feitas aos finais de semana, com textos em primeira mão para o público da RSN.

O primeiro resultado dessa parceria pode ser conferido com a resenha sobre o filme Kung Fu Panda 2 (publicado posteriormente no blog): http://www.redesuldenoticias.com.br/noticia.aspx?id=36304

Ouça matéria sobre "I Feel Like Playing"

Para quem perdeu a edição desta sexta-feira (8) do radiojornal Unicentro Notícias, veiculado pela Rádio Universitária 99.7 (de Guarapuava-PR), acompanhe o podcast sobre o novo disco de Ronnie Wood, guitarrista dos Rolling Stones: I Feel Like Playing.


NOVA ESTAMPA-Ronnie Wood by novaestampa

“Kung Fu Panda 2” estreia no Cine Irati

(Imagem: www.adorocinema.com.br)
O urso Po retorna em nova aventura


Sucesso em 2008, a franquia Kung Fu Panda retorna aos cinemas com o filme Kung Fu Panda 2 (2011). É a estreia desta sexta-feira (8) no Cine Irati.

O simpático e desajeitado urso panda Po retorna em mais uma aventura cheia de humor e cenas eletrizantes. Junto com seus companheiros de artes marciais, os Cinco Furiosos (Garça, Tigresa, Macaco, Víbora e Louva-Deus), ele precisa enfrentar um vilão da pesada, Lorde Chen, que pretende conquistar a China e acabar com o kung fu.

Dirigido por Jennifer Yuh, Kung Fu Panda 2 mistura filosofia oriental e referências do universo pop num desenho animado que agrada tanto crianças quanto adultos.

No Brasil, o filme já está começando a perder fôlego nas bilheterias. Segundo o site Adoro Cinema (www.adorocinema.com.br), caiu para o quarto lugar em arrecadação nos cinemas do país.

Mas, independentemente disso, o público iratiense tem boa oportunidade de levar a família ao Cine Irati.

SERVIÇO
Filme: Kung Fu Panda 2 (2011)
Estreia: sexta-feira, 8 de julho
Local: Cine Irati
Horário: 15h e 20h30min; Sáb. e Dom., 18h e 20h30min
Valor: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)
Sala: o cinema é localizado no centro de Irati (a 100 km de Guarapuava), na Travessa Frei Jaime, 37, próximo da agência do Itaú. Sua bomboniere oferece pipoca, doces e refrigerantes.


****Trailer:

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O rock sujo de Ronnie Wood

(Imagem: 91rock.com.br)
A capa do CD é a reprodução de uma tela pintada por Ronnie



Antes de entrar para os Rolling Stones em 1974, Ronnie Wood tinha toda uma trajetória como músico no The Faces, uma banda cujo vocalista era nada menos do que Rod Stewart. Muita gente garante que Ronnie se anulou para não fazer sombra a Mick Jagger e Keith Richards, os “donos” dos Stones.

Certeza ou não, o fato é que Ronnie nunca teve o merecido espaço para suas composições no repertório da banda quase cinquentona.

Mas, graças a trabalhos paralelos, o público tem a chance de conhecer outras facetas dele. No ano passado, o guitarrista lançou o ótimo disco I Feel Like Playing. Contando com participações especiais do naipe de gente como Slash (ex-Guns N' Roses) e Billy Gibbons (do ZZ Top), seu sétimo trabalho solo apresenta riffs caprichados e boas levadas de guitarra.

O álbum é composto por 12 canções, que passeiam pelo reggae, rock, blues e baladas. No entanto, é sobretudo um disco de rock sujo. Entre as faixas, destaque para a balada “Why you wanna go and do a thing like that for”; o riff e o solo de “Lucky Man”; o timbre sujo de “Thing About You”; e o hardblues de “Fancy Pants” (que conta com referências a Howlin’ Wolf).

Assim, com esse trabalho, Ronnie Wood se redime um pouco de ter vendido a alma ao Diabo que, segundo Jeff Beck, ocorreu quando aceitou trabalhar nos Rolling Stones e sepultou seu talento.



******Não percam a postagem de amanhã, pois o Nova Estampa vai apresentar um podcast com trechos de canções de I Feel Like Playing.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Profissão: Polemista

(revistabrasileiros.com.br)
Na imprensa brasileira, Paulo Francis encarnou como nenhuma outra pessoa a provocação e a impertinência


Quando Paulo Francis morreu em 1997, levou consigo todo um conceito de jornalismo materializado em sua figura histriônica e arrebatadora. Era a morte de um dos últimos jornalistas à moda antiga: iconoclasta, provocador, erudito, senhor do texto, polemista. À época, muitos tentaram encontrar um substituto à altura da verve histriônica de Francis; mas fracassaram redondamente. Claro que articuladores como Diogo Mainardi, Arnaldo Jabor e Luiz Felipe Pondé seguem de alguma maneira o estilo do saudoso jornalista. No entanto, nada como a originalidade de Francis.

Hoje, quem poderia escrever duas páginas inteiras (no formato standard) todas as semanas nos maiores jornais do Brasil? Ou comentar diariamente fatos da política e da cultura na maior emissora de TV da América Latina? Este, meus caros, era Paulo Francis. Enquanto viveu, escreveu uma das colunas de jornal, Diário da Corte, mais lidas e comentadas do Brasil; na TV, encarnava um personagem histriônico nos comentários sobre cultura e política do Jornal da Globo.

Para o bem e para o mal, o pensamento de Francis era fundamental e repercutia.

E é um pouco dessa vida que o diretor Nelson Hoineff tenta capturar no documentário Caro Francis (2010). Além do depoimento de colegas, inimigos e amigos, o melhor do filme é rever as imagens de arquivo com as performances de Paulo Francis em entrevistas, no Jornal da Globo e no programa da TV a cabo Manhattan Connection. É a mais pura provocação inteligente e divertida.

Francis era capaz de amar e odiar a mesma pessoa ou ideia em frações de segundos, mostrando uma inteligência dinâmica e fora do comum. A prova maior é que iniciou sua carreira na imprensa como trotskista, mas, passado um tempo, acabou se tornando capitalista e direitista. De maneira jocosa, dizia que essa mudança ideológica mostrava que havia “evoluído”. Esse comentário deixou a esquerda brasileira alvoroçada à época. E Francis pouco se importava com isso, haja vista as brigas e desafetos conquistados ao longo do tempo (Caetano Veloso foi um deles).

Realmente, hoje, mais do que nunca, os comentários e a análise despudorada de Francis fazem muita falta.

*****Confiram o trailer:

sexta-feira, 1 de julho de 2011

“X-Men: Primeira Classe” estreia no Cine Irati


(foto: hqrock.wordpress.com)
Magneto é um dos personagens centrais no filme


Um dos filmes mais aguardados do ano estreia hoje, no Cine Irati: X-Men: Primeira Classe (2011). Dirigido por Matthew Vaughn, essa produção norte-americana rompe com a cronologia estabelecida pela trilogia dos diretores Bryan Singer e Brett Ratner (e que revelou atores como Hugh Jackman). Agora, temos um retorno às origens dos heróis mutantes, quando o professor Charles Xavier (mentor do grupo X-Men) e o vilão Magneto ainda eram jovens idealistas.

Enquanto Xavier vem de uma formação acadêmica, Erik Lehnsherr (o nome verdadeiro de Magneto) é um refugiado dos campos de concentração da Segunda Guerra Mundial. Ambos se unem para montar uma escola para jovens com habilidades especiais, que carregam em seu gene o fator “X”. Assim, nascia a primeira formação dos X-Men, heróis caçados pelo preconceito da sociedade.

Aos poucos, Xavier e Lehnsherr começam a bater de frente, tomando atitudes diferentes para lidar com a causa mutante (Magneto é mais radical).

É um filme que vale a pena até mesmo para quem não curte ou não conhece o universo dos quadrinhos, já que a temática e a abordagem permitem introduzir o incauto espectador nessa seara.

BILHETERIA
Segundo o site www.adorocinema.com.br, X-Men: Primeira Classe está em terceiro lugar entre os filmes de maior bilheteria nos cinemas brasileiros. A população de Irati é a próxima a engordar esses números no Cine Irati.

SERVIÇO
Filme: X-Men: Primeira Classe (2011)
Estreia: sexta-feira (1)
Local: Cine Irati
Horário: 20h30
Sala: o cinema é localizado no centro de Irati (a 150 km de Curitiba), na Rua Frei Jaime, 37, quase esquina com a agência do Itaú. Sua bomboniere oferece pipoca, doces e refrigerantes.





Após assistir ao filme, deixe sua opinião em Comentários. Ou, se preferir, entre em contato via e-mail: mmartinez@folha.com.br
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