sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A volta do bárbaro Conan aos cinemas

(Foto: www.adorocinema.com.br)
Em nova versão, o personagem criado por Robert E. Howard enfrenta poucas e boas na Ciméria


Criado pelo escritor Robert E. Howard, Conan é um personagem que fez muito sucesso nos gibis e nos cinemas. Agora, um remake do filme que consagrou Arnold Schwarzenegger nos anos de 1980 chega às telas brasileiras. Estamos falando de Conan, o Bárbaro (2011), que estreia nesta sexta-feira (07) no Cine XV.

A nova versão do bárbaro cimério (sua terra natal, a Ciméria, existia apenas no mundo imaginado por Howard) aposta no desconhecido Jason Momoa para levar multidões aos cinemas de todo o mundo. Na década de 80, Schwarza também era um tiro no escuro, já que sua única experiência naquele momento havia sido o título de Miss Universo no fisiculturismo. Se deu certo uma vez, pode acontecer de novo.

Basicamente, o diretor Marcus Nispel manteve a essência do personagem: Conan se torna um forte guerreiro e viaja pelos locais mais complicados da Ciméria para enfrentar gente da pior espécie. A história é uma mistura de barbarismo, fantasia e um tanto de magia.

Comparado à primeira versão, o longa-metragem com Momoa carrega nas doses de violência e sensualismo, chegando a ser meio brega em alguns momentos. Apesar das limitações técnicas e artísticas (até hoje, ninguém acredita que Schwarza é ator), o filme com o eterno Exterminador do Futuro tinha lá seu charme. Também marcou a geração oitentista.

Fica a esperança de que o novo Conan também marque a geração atual e o público guarapuavano.

SERVIÇO
Filme: Conan, o Bárbaro (2011), 90 min.
Estreia: sexta-feira (07)
Local: Cine XV
Horários: 19h e 21h30min
Valor: a consultar (Tel.: 3621-2005)
Sala: o cinema é localizado no centro de Guarapuava, na Rua Getúlio Vargas, 1.716.


Novo filme de Tom Hanks aposta no otimismo

(foto: www.adorocinema.com.br)
Larry se apaixona pelo personagem de Julia Roberts


Demorou, mas finalmente os estúdios em Hollywood acordaram para a realidade da crise econômica dos Estados Unidos. Uma nova safra de filmes tem apostado nesse contexto como matéria-prima. É o caso de Larry Crowne: o Amor está de Volta, que estreia nesta sexta-feira (07) no Cine XV.

Mais do que isso, o longa-metragem marca a volta do astro Tom Hanks ao cargo de diretor. Com experiências bem sucedidas à frente das câmeras, ele também gosta de produzir de vez em quando. Em 1996, foi o simpático The Wonders: o Sonho não Acabou; agora, o leve Larry Crowne.

Nessa nova incursão, Hanks encarna o protagonista que dá nome ao filme. É um sujeito competente, mas que perde o emprego em meio a crise norte-americana de 2008, que fez muita gente ir para o olho da rua. Abandonado pelo mercado, Crowne precisa se reciclar e se “recolocar” (um termo caro ao pessoal de RH). Assim, ele volta aos estudos, matriculando-se numa universidade.

No meio universitário, tem aulas com Mercedes Tainot (Julia Roberts) por quem acaba se apaixonando.

Pela sinopse, o leitor sacou que é um longa-metragem despretensioso e que se insere naquela linha da “comédia romântica”. Trata a crise econômica sem se profundar nas causas ou mesmo no rigor dramático. Hanks prefere uma perspectiva mais positiva e esperançosa.

Por mais que a gente saiba que o mundo não é tão alegre assim, às vezes cai bem certa dose de otimismo. Sendo consciente, tá valendo.

SERVIÇO
Filme: Larry Crowne: o Amor está de Volta (2011), 98 min.
Estreia: sexta-feira (07)
Local: Cine XV
Horários: 21h30min
Valor: a consultar (Tel.: 3621-2005)
Sala: o cinema é localizado no centro de Guarapuava, na Rua Getúlio Vargas, 1.716.


“Manda-Chuva: o Filme” é diversão para a garotada

(Imagem: www.adorocinema.com.br)
No desenho original, a dublagem do personagem principal era feita por Lima Duarte


Em clima de Dia das Crianças, Manda-Chuva: o Filme chega à telona do Cine XV nesta sexta-feira (07).

Adaptado do famoso desenho dos estúdios Hanna-Barbera (o mesmo que produziu clássicos como Os Flintstones), o longa-metragem resgata um personagem que andava meio sumido: o gato Manda-Chuva. Comandando uma turma de gatos de rua (Bacana, Espeto, Chuchu, Gênio e Batatinha), ele usa da malandragem para conseguir comida e conquistar gatinhas. Em seu encalço, o Guarda Belo.

Na animação dirigida por Alberto Mar e produzida no México, a turma do Manda-Chuva enfrenta um novo perigo. Diante de uma onda de crimes, um oportunista surge e instala um sistema de segurança na cidade de Nova Iorque. Robôs e câmeras passam a vigiar a vida dos cidadãos. Alguma semelhança com o momento Big Brother vivido atualmente, quando somos constantemente observados em locais públicos?

Nessa história toda, quem acaba pagando o pato são os gatos, cuja circulação é afetada pelos robôs. E o próprio Guarda Belo, que tem seu emprego ameaçado: ele já não é mais necessário para impedir a bandidagem e a vadiagem (leia-se: Manda-Chuva).

É nesse cenário que as gerações que cresceram assistindo ao desenho A Turma do Manda-Chuva vão encontrar nova versão de um personagem marcante. E a molecada de hoje tem a chance de conhecer uma turminha de gatos muito divertida e folgada.

Ah, e uma curiosidade: no desenho exibido no Brasil, a dublagem do gato Manda-Chuva era feita pelo ator Lima Duarte. Mate a saudade:




SERVIÇO
Filme: Manda-Chuva: o Filme (2011), 90 min.
Estreia: sexta-feira (07)
Local: Cine XV
Horários: 17h15min; sábado, domingo e feriado, às 15h15min e 17h15min
Valor: a consultar (Tel.: 3621-2005)
Sala: o cinema é localizado no centro de Guarapuava, na Rua Getúlio Vargas, 1.716.


Trailer do novo filme:

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Stevie Ray Vaughan: uma lenda do blues

(Foto: porcon-do-rock.blogspot.com)
Vaughan judiando de sua famosa Fender Stratocaster


Depois do fenômeno Jimi Hendrix, veio Stevie Ray Vaughan. Para muitos (fãs ou não), o texano era apontado como o grande substituto do estilo frenético, incendiário e “entregue” do guitarrista dos anos de 1960. Mais do que isso: nos anos 80, Vaughan pegou um gênero já esgotado, o blues, e o levou a outra categoria. Estratosférica, diríamos.

Nesta segunda-feira (3), se o músico oriundo do Texas ainda fosse vivo, completaria 57 anos de idade. Infelizmente, um acidente de helicóptero em 27 de agosto de 1990 ceifou sua vida. Naquele momento, ele estava no auge de sua criatividade artística.

Antes desse fatídico dia, Vaughan ajudou a resgatar um ritmo fundamental para compreender a história da música no século 20: o blues. Como todos sabem (se ainda não sabe, trate de aprender), esse gênero deu origem a muitos “frutos” (o rock and roll é só um deles). Mas, nos anos 70 e 80, o blues andava em baixa.

Eis que surgia um cara vindo do Texas com seu chapéu característico, botas e uma guitarra Fender bastante detonada. Era Stevie Ray Vaughan, que, com seu estilo furioso de tocar, parecia uma reencarnação de outra lenda da música: Jimi Hendrix. Na verdade, era uma versão melhorada, com mais técnica e feeling.

Discos fundamentais como Texas Flood (1983) e Soul to Soul (1985) renovaram o blues ao fundir o ritmo tradicional de Nova Orleans e Chicago com o country do Texas. Com esse material, Vaughan chegou à quintessência da música, contribuindo com energia e melodia.

Do mesmo modo que Hendrix, suas apresentações entraram para a história. O guitarrista texano se entregava no palco, dando o máximo de si. Era como se fosse seu último show. Não chegou a botar fogo na guitarra (à la Hendrix) ou quebrá-la no palco (tal como Pete Townshend), mas tocava com fúria e intensidade. Por sinal, seu instrumento musical tinha uma imagem judiada e o encordoamento era o mais pesado possível.

Para quem quiser entender o que foi o blues e o rock no século 20, precisa conhecer a obra de Stevie Ray Vaughan. Se puder, escute ao menos Texas Flood; e conheça o modelo Fender Stratocaster Stevie Ray Vaughan.



domingo, 2 de outubro de 2011

Erramos

(Foto: Assessoria de Comunicação da Unicentro)
Márcio Nei dos Santos recebe o troféu pela quinta colocação


Diferentemente do que foi publicado na matéria Festival da Canção premia participantes, o quinto lugar na categoria "Interpretação" ficou com Márcio Nei dos Santos e não Patrícia Zorzi.

O blog Nova Estampa pede desculpas pela falha e informa que já corrigiu a matéria.

sábado, 1 de outubro de 2011

Dussek encanta plateia guarapuavana

(Foto: Assessoria de Comunicação da Unicentro)
O bom humor e a irreverência deram o tom ao show de Dussek


Para quem achava que ele seria barrado no baile, o cantor e compositor Eduardo Dussek abriu com chave de ouro a noite de premiação do Festival Universitário da Canção nesta sexta-feira (30). Acompanhado apenas de seu teclado, com sonoridade de piano, Dussek contou piadas, brincou com a plateia, cantou seus grandes sucessos e até adaptou uma canção de Tom Jobim em homenagem a Guarapuava.

Após a apresentação incendiária do grupo Solidum, que abriu seu show, o artista carioca subiu ao palco do auditório Francisco Contini (do câmpus Santa Cruz da Unicentro) para realizar uma apresentação única em Guarapuava. Inclusive, era a sua primeira vez na cidade.

O público que compareceu em massa ao local, não se decepcionou. Pode-se dizer que as piadas e as letras das músicas deixaram as pessoas com o rosto cansado de tanto rir. Além de cantor e compositor, provou-se que Dussek é um verdadeiro showman.

Aliás, antes da apresentação no Francisco Contini, ele revelou seu lado dramático. Contou que o ator norte-americano Michael Madsen havia elogiado sua atuação no filme Federal (2010, dir. Erik de Castro). “O Madsen disse que eu estava muito bem no papel de um traficante mauricinho, filho de um político de Brasília”, explica.

Aliando esse lado dramático com o humor, Dussek se deu muito bem com a plateia guarapuavana. A cada número musical, tiradas espirituosas que não pouparam nem mesmo velhinhas ou mesmo o grupo Solidum, que, nas palavras “dussekianas”, ganhou a definição “Olodum sem solidão”.

Claro que, além dos comentários humorísticos, o carioca também cantou e tocou. Passaram pelo Santa Cruz seus maiores sucessos: “Rock da Cachorra” (em versão bossa nova), “Doméstica”, “Aventura” (romantismo que arrebatou o público), “Cantando no Banheiro”, entre outros. Teve até um fado que satirizava o povo português, o “Pilosofia Vurtuguesa”.

Logo depois do show de Eduardo Dussek, foi realizada a premiação do Festival Universitário da Canção.

Agora, resta aguardar uma segunda vinda do cantor carioca a Guarapuava e uma próxima edição do Festival.

Festival da Canção premia participantes

(Foto: Assessoria de Comunicação da Unicentro)
Os jovens do grupo Solidum abriram a noite especial


Em noite de casa lotada, o auditório Francisco Contini (do câmpus Santa Cruz da Unicentro) conheceu os vencedores do Festival Universitário da Canção. Cinco participantes de cada categoria (“Composição” e “Interpretação”) receberam o reconhecimento do público e os prêmios oferecidos pelo evento.

O suspense durou até as dez e trinta da noite, quando foram revelados os premiados. Isso após o show incendiário dos jovens do grupo Solidum e a apresentação espirituosa e interativa de Eduardo Dussek.

Na categoria “Composição” (canções inéditas e originais), destaque para o primeiro lugar, que ficou para o baiano Rafael Gomes Cavalcante. Ele defendeu a canção “Noites Cananeias”.

(Foto: Assessoria de Comunicação da Unicentro)
Rafael com o troféu e o cheque de R$ 2.000,00


“Acho que o fato de ser baiano ajudou bastante, pois o público curtiu esse lado mais solto e alegre da canção”, explica Cavalcante.

Além do troféu, recebeu também como prêmio um cheque de R$ 2.000,00. Como compôs “Noites Cananeias” em conjunto com um professor de seu curso de graduação (Pedagogia, na Unicentro), Cavalcante promete, com muito bom humor, que não vai dar calote. “A divisão já estava acertada”.

Por sua vez, a categoria “Interpretação” (versões de canções conhecidas) premiou Carlos Filipe Sviercoswski, acadêmico de Geografia da Unicentro.

(Foto: Assessoria de Comunicação da Unicentro)
Carlos recebe o prêmio direto das mãos de Eduardo Dussek


Cantando “Mia Gioconda”, um grande sucesso de Vicente Celestino, Sviercoswski encantou a todos com um timbre vocal muito próximo do operístico. “Foram muitas horas de estudo e preparação. Por isso, gostaria de agradecer minha professora de teoria vocal, que sempre indicou essa música”.

Também premiado com troféu e um cheque de R$ 2.000,00, o cantor brinca ao dizer que o dinheiro será usado para “pagar metade das contas”.

CLASSIFICAÇÃO
Os quarto e quinto lugares de ambas as categorias receberam troféu; os terceiros, troféu e R$ 500,00 cada um; e aqueles que ficaram na segunda colocação em “Composição” e “Interpretação”, troféu e R$ 1.000,00 também para cada participante.

A classificação dos finalistas:

Composição
1º Lugar: Rafael Gomes Cavalcante, com “Noites Cananeias”;
2º Lugar: Carlos Magno de Sousa Vidal, com “Macapá”;
3º Lugar: Fabio Pontarolo, com “O Homem Banana”;
4º Lugar: Keissy Guariento Carvelli, com “Folia de Carnaval”;
5º Lugar: Dulce Renata de Moura, com “Caminho”.

Interpretação
1º Lugar: Carlos Filipe Sviercoswski, com “Mia Gioconda”;
2º Lugar: Krisley Motta Santos, com “Eu te devoro/Oceano”;
3º Lugar: Camila da Silva, com “Como nossos pais”;
4º Lugar: Áurea Regina de Oliveira Cunha, com “Boa Noite”;
5º Lugar: Márcio Nei dos Santos, com “Two of us”.

APOIO
Organizado pela Unicentro e Rádio Universitária 99.7, o Festival Universitário da Canção contou com apoio das Faculdades Campo Real, Faculdade Guairacá, Faculdade Guarapuava e Livraria do Chain.


Apresentação de "Noites Cananeias", vencedora na categoria "Composição"





Apresentação de "Mia Gioconda", vencedora na categoria "Interpretação"