sábado, 17 de dezembro de 2011

Espreme que sai sangue!


História de jornal paulistano é documentada em livro

(Imagem: infoescola.com)


Era uma vez um jornal. Um jornal polêmico, desbocado e que, durante 37 anos de vida, serviu como porta-voz do trabalhador brasileiro, principalmente o paulistano. Era o Notícias Populares, fundado pelo dono da finada Gazeta Mercantil a partir do projeto pessoal do imigrante romeno Jean Mellé. A primeira edição circulou em 25 de outubro de 1963 e a última em 20 de janeiro de 2001.

Toda essa incrível história de um dos veículos de comunicação mais famosos do Brasil está documentada no livro Nada mais que a verdade: a extraordinária história do jornal Notícias Populares (Summus Editorial), que ganha edição atualizada agora em 2011.

Escrito a oito mãos pelos jornalistas Celso de Campos Jr., Giancarlo Lepiani, Denis Moreira e Maik Rene Lima, o livro é resultado de um trabalho de conclusão de curso (o temido TCC) na área de Jornalismo pela prestigiada Cásper Líbero. A primeira edição é de 2001 e foi finalizada no calor do momento, quando o jornal foi cancelado pela empresa Folha da Manhã S.A., dona da tradicional Folha de S.Paulo.

Logo de cara, chama a atenção o fato de que duas publicações com perfis totalmente diferentes ocupavam o mesmo prédio da Alameda Barão de Limeira, na capital paulista. De um lado, furos de reportagens que poderiam derrubar presidentes, matérias culturais e tendências sendo ditadas; do outro, fatos policiais, mulheres nuas e manchetes ao estilo “Broxa torra o pênis na tomada”.

Esse é só um entre tantos dilemas e problemas analisados pelos autores no livro. O mais interessante é acompanhar a trajetória de um diário que, mesmo sendo boca-suja e despudorado, fez história na moderna imprensa brasileira.

Nascido nos anos de 1960 como representante legítimo da direita brasileira, sua função era combater o comunismo que se tornava cada vez mais real com a ascensão de João Goulart à presidência do Brasil. Naquele momento, gente como Herbert Levy, dono da Gazeta Mercantil, sentia que havia necessidade de uma publicação que fosse contra a esquerda e que se aproximasse do povão.

Por isso, quando o jornalista romeno Jean Mellé, fugido do comunismo soviético e da gélida Sibéria, apareceu com o projeto de um jornal direitista e popular, estava fechado: surgia o Notícias Populares.

Passado o período de combate ao comunismo, o jornal perdeu sua vocação política e acabou sendo comprado pelos donos da Folha de S.Paulo. A partir daí, começa uma história de forte apelo popular, com reportagens sensacionais e sensacionalistas, que fez sucesso até seu fechamento, em 2011.

Os leitores ficaram órfãos de uma publicação corajosa e cara de pau como o Notícias Populares.





SERVIÇO:
Livro: Nada mais que a verdade: a extraordinária história do jornal Notícias Populares (2011), 258 páginas
Autores: Celso de Campos Jr., Giancarlo Lepiani, Denis Moreira e Maik Rene Lima
Preço: R$ 54,40 (sem o frete) 
Onde encontrar: Livraria da Folha

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Vade retro, Satanás!


Obra-prima do cinema norte-americano é lançada em DVD

(Imagem: multiplot.wordpress.com)


Único filme dirigido pelo ator Charles Laughton, O Mensageiro do Diabo (1955) é uma adaptação do romance homônimo de Davis Grubb que apresenta uma história de mistério, terror e sobrenatural.


Lançado na distante década de 50 do século 20, esse longa-metragem é um projeto particular de Laughton, que enfrentou resistência dos estúdios norte-americanos à época de seu lançamento. Apesar de escrito, produzido e dirigido em solo ianque, não tinha o apelo comercial que se esperava. Segundo críticos de cinema, O Mensageiro do Diabo estava mais para o “cinema de arte”.



Passados mais de 50 anos de sua estreia, o filme provou que eles estavam certos num ponto: é uma obra-prima do cinema. Para o bem e para o mal, esse componente artístico fez com que a produção de Laughton permanecesse na história cultural; e também decretou seu fiasco de bilheteria. Ou não, já que seu estúdio, a MGM (Metro Goldwin Mayer), sabotou a divulgação do lançamento.



Polêmicas à parte, importa dizer que O Mensageiro do Diabo, a despeito de seu “status de arte”, não é um filme difícil de assistir e tampouco simplório demais. Tem ingredientes na medida certa, refinados pelo olhar aguçado de seu diretor, que foi buscar inspiração no cinema mudo e no expressionismo alemão.



Tudo isso para contar uma história horripilante, de medo e magia. De posse da informação de que existe uma boa quantia de dinheiro escondida com uma família, o reverendo Harry Powell (Robert Mitchum) seduz jovem viúva e passa a atazanar a vida de duas crianças; pois estas sabem do paradeiro da fortuna.



Diante dos outros, Powell passa imagem de fé ardorosa e retidão moral; mas, no íntimo, ele é um cara assustador e psicopata. Diante de seu olhar ao mesmo tempo sedutor e assustador, temos a impressão de que é o próprio tinhoso em pessoa, o coisa ruim, o príncipe das trevas. Em suma, o enviado do “cão de zorba”.



Somente o pequeno John (Billy Chapin) percebe isso logo de cara.



Além da direção e da fotografia, destaque para a atuação de Robert Mitchum na pele do reverendo satânico. É de dar medo e calafrios, principalmente quando são mostradas as tatuagens de seus dedos: “amor” e “ódio”. Vade retro, Satanás!



SERVIÇO:

DVD: O Mensageiro do Diabo (1955), 93 min

Direção: Charles Laughton

Preço: R$ 39,90 (sem o frete)

Onde encontrar: www.saraiva.com.br



(Imagem: www.saraiva.com.br)



Vigilante faz lançamento digital do álbum "Wayward Fire" do The Chain Gang of 1974

  (Foto: divulgação)


Muito elogiado pela crítica especializada, o álbum Wayward Fire do The Chain Gang of 1974, lançado em julho nos EUA, chega digitalmente ao Brasil pelo selo Vigilante. O disco está disponível nos maiores portais de streaming e download pago. 

O álbum foi criado pelo multi-instrumentalista e líder da banda Kamtin Mohager, que atuou como baixista do duo pop 3OH!3. O novo trabalho remete a sons de grandes artistas, como LCD Soundsystem e Depeche Mode, em faixas como “Undercover” e “Hold On”. Há também espaço para baladas como “Don’t Walk Away” e canções animadas, como “Taste of Heaven”. 

A música deles transcendeu as barreiras tradicionais do pop-rock indie: a faixa bônus “Make My Body” faz parte da trilha do filme O Grito 4 e a revista Esquire declarou que Wayward Fire é “um dos mais surpreendentes e fantásticos novos álbuns desse verão.”  

(Assessoria de Comunicação)



Canção "Undercover":
 

Polysom inaugura loja virtual

Reinaugurada no início de 2009, a Polysom já lançou clássicos da música nacional e títulos novos de vários artistas contemporâneos. Pensando em atender melhor os amantes do vinil, a fábrica, em associação com a Band-Up, acaba de inaugurar um site exclusivo de vendas que também pode ser acessado pelo próprio site atual.

Na loja virtual é possível encontrar todos os LPs lançados, como Secos e Molhados (Secos e Molhados), Tábua de Esmeraldas (Jorge Ben), Estudando o Samba (Tom Zé), Cabeça Dinossauro (Titãs), Nós Vamos Invadir sua Praia (Ultraje a Rigor), Seiva (Rancore), Fome de Tudo (Nação Zumbi), Onde Brilhem os Olhos seus (Fernanda Takai) e A Trupe Delirante no Circo Voador (Pitty), entre muitos outros.  Além de camisetas, canecas, adesivos e squeezes com a logomarca da Polysom.   

E a loja estreou com uma superpromoção na última segunda-feira (12): os 50 primeiros compradores ganharam um vinil surpresa. O site de vendas promete muitas outras promoções para os próximos dias.

(Assessoria de Comunicação)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Gravadora lança “Arlindo Cruz Convida”

Trabalho reúne time de artistas cantando com o sambista Arlindo Cruz 

Divulgação

Arlindo Cruz um é dos compositores mais gravados do Brasil, com mais de 550 músicas. Além disso, Arlindo desponta como um dos grandes intérpretes do samba. Para homenageá-lo, a gravadora Deck preparou o CD Arlindo Cruz Convida, que traz 14 duetos com diversos cantores, entre eles Maria Rita, Beth Carvalho, Leandro Sapucahy, Marcelinho Moreira, Zeca Pagodinho, Xande de Pilares e Marcelo D2.

Das 14 músicas, 11 foram escritas por Arlindo Cruz em parceria com outros compositores, como “Canto de Rainha” (Arlindo Cruz/ Sombrinha), com participação de Dona Ivone Lara, “Casal Sem Vergonha” (Acyr Marques / Arlindo Cruz), com Sandra de Sá, “Vê Se Não Demora” interpretada e composta por Arlindo e Zeca Pagodinho e “Saudade Louca”( Franco  / Acyr Marques / Arlindo Cruz), com Beth Carvalho.

Ainda há espaço para interpretações de “Aquarela do Brasil” (Silas de Oliveira), cantada com Arlindinho Neto, “Coisas Banais” (Candeia/ Paulinho da Viola), com Teresa Cristina e um pot-pourri de “A Rosa” (Efson/ Neguinho da Beija – Flor) e “Flor que Não se Cheira” (Darcy Maravilha/ Barbante), com Sereno, do Grupo Fundo de Quintal.

Arlindo Cruz Convida traz o melhor do nosso grande sambista. É indispensável para os “bons sujeitos” amantes do samba e capaz de animar até mesmo os “doentes do pé”.

(Assessoria de Comunicação)


Arlindo Cruz em ação

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A hora do "Crepúsculo" no Cine Irati


Sala de cinema exibe todos os filmes da saga estrelada por Bella e Edward



Para os fãs iratienses da série Crepúsculo, esta é a hora. O Cine Irati (sala mantida pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Unicentro, a FAU) promove uma temporada especial de reprise dos três primeiros filmes da saga estrelada por Bella Swan e Edward Cullen. É uma espécie de “esquenta” para a grande estreia de dezembro: Amanhecer – Parte 1 (2011).

E a reestreia começa já nesta sexta-feira (9), com o início da saga: Crepúsculo. Lançado em 2008, o longa-metragem conta a história de amor da jovem Bella Swan (Kristen Stewart) com o estranho Edward Cullen (Robert Pattinson). Estranho porque ele era, na verdade, um vampiro; e um vampiro que não gostava muito de sugar o sangue alheio. É que ele fazia parte de um clã que tentava viver em paz com os humanos.

Nos cinemas, o filme dirigido por Catherine Hardwicke repetiu o sucesso da série de livros escritos por Stephenie Meyer: pouco mais de 390 milhões de dólares nas bilheterias.

Até o dia 14 de dezembro, o público de Irati e região tem a oportunidade de rever e conhecer essa história açucarada na telona do cinema.

LUA NOVA
Seguindo a programação especial, o Cine Irati apresenta no dia 16 a reestreia de Lua Nova (2009). Com direção de Chis Weitz, o segundo filme da série segue os mesmos passos do segundo livro escrito por Stephenie. Cada vez mais apaixonada por Edward, o grande medo de Bella passa a ser sua própria mortalidade, já que o amado nunca vai envelhecer e ela sim.

Em meio a essa crise existencial e amorosa, Jacob (Taylor Lautner) reaparece diferente, balançando o coração da jovem mocinha. Ele acaba revelando seu lado lobisomem de ser.

Lua Nova fica em cartaz até o dia 21 de dezembro.

ECLIPSE
Encerrando a temporada especial do Cine Irati, Eclipse (2010) será exibido nos dias 23, 26, 27 e 28 de dezembro. O diretor Weitz retorna à saga para mostrar a personagem Bella numa encruzilhada: permanecer humana e ficar com Jacob; ou tornar-se vampira para viver eternamente com Edward.

Todos os filmes serão exibidos às 21 horas, com preço único de R$ 5,00.

AMANHECER
E, finalmente, a tão esperada estreia de dezembro: Amanhecer – Parte 1, o penúltimo filme da série Crepúsculo. Será no dia 30 de dezembro, com sessões às 19 e 22 horas.

Pra quem não viu a saga completa, o festival é uma chance única para assistir Crepúsculo, Lua Nova e Eclipse. E, finalmente, Amanhecer, no dia 30. Estamos repetindo a mesma estratégia usada por outros cinemas brasileiros”, explica a gerente geral do Cine Irati, There Trianoski.

(Imagem: divulgação)


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O circo tem palhaço!

De astro mirim a diretor, Selton Mello tem se revelado a cada trabalho um cara maduro e que entende de cinema. Ele não é apenas mais um ator global metido a engraçadinho; mas sim uma pessoa versátil, que consegue ir da comédia ao drama, soando autêntico. Seu segundo filme como diretor prova isso: O Palhaço (2011), que estreia nesta sexta-feira (2) no Cine XV.

Além de ator talentoso, Mello também é um cineasta de mão cheia. Para muitos críticos, seu primeiro filme, Feliz Natal (2008), mostrava uma direção segura; no entanto, ainda crua e inconstante. O longa-metragem seguinte, O Palhaço, atesta significativa evolução, revelando uma pequena obra-prima do cinema brasileiro.

Da direção de arte, passando pelo roteiro, aos atores, tudo parece intensamente melancólico e tocante na história de Benjamin, o protagonista da produção. No picadeiro do pequeno circo Esperança, o personagem encarna o palhaço Pangaré que, ao lado de Puro Sangue, animam as noites nos cantos mais distantes do Brasil.

Nascido e criado no meio circense (seu pai é o outro palhaço), Benjamin está esgotado e não consegue mais sentir a felicidade. Tudo parece um longo fardo pesado. Chega o momento em que começa a questionar sua própria identidade, cogitando a possibilidade de abandonar a profissão de palhaço.

O interessante nesse filme é a situação paradoxal: um palhaço que faz os outros rirem; mas que, no íntimo, vive deprimido e melancólico.

O filme todo é do personagem Benjamin. No entanto, pequenas participações especiais são antológicas: Tonico Pereira no papel de dois irmãos gêmeos muito estranhos; Moacyr Franco como o delegado linha dura; Paulo José e seu palhaço ausente.


SERVIÇO
Filme: O Palhaço (2011), 90 min.
Estreia: sexta-feira (2)
Local: Cine XV
Horários: 19h30min
Valor: a consultar (Tel.: 3621-2005)
Sala: o cinema é localizado no centro de Guarapuava, na Rua Getúlio Vargas, 1.716.

(imagem: www.opalhacofilme.com.br)