quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sob aplausos


Grandes filmes costumam entrar para a história com atuações memoráveis, enredos originais, revoluções estéticas e, principalmente, cenas antológicas, daquelas que se tornam referência para homenagens e paródias.
Quem não se lembra do taxista Travis, em Taxi Driver (1976, dir. Martin Scorcese)? A cena em que ele conversa com o espelho (“Está falando comigo?”) já foi até citada em um dos episódios do desenho Os Simpsons.
É o caso do filme Brubaker (1980, dir. Stuart Rosenberg). Vivido pelo ator Robert Redford, o personagem Henry Brubaker enfrenta a corrupção do sistema carcerário para tentar pôr uma penitenciária dirigida por ele nos eixos. Na queda de braço, ele perde a batalha; mas mantém a integridade de seus valores.
A cena final é inesquecível: sob as palmas dos presos da penitenciária, Brubaker se retira emocionado. “Ele estava certo” em acreditar no que era eticamente correto.


****Confira o Trailer:

domingo, 21 de novembro de 2010

Pede pra entrar!


“Tropa de Elite/ Osso duro de roer/ Pega um, pega geral/ Também vai pegar você”. Quem não conhece esta música do Tihuana?
Milhões de brasileiros, principalmente por meio do “mercado paralelo”, fizeram com que Tropa de Elite (2007, dir. José Padilha) se tornasse febre nacional. Todo mundo repetia as palavras do Cap. Nascimento: “Pede pra sair”, “Missão dada é missão cumprida”, “fanfarrão” etc.
Aproveitando o sucesso do primeiro filme, o diretor Padilha lançou Tropa de Elite 2 (2010) no dia 8 de outubro. Agora promovido a tenente-coronel, Nascimento enfrenta um problema muito maior do que o tráfico de drogas: o tal “sistema”, que engloba desde a corrupção policial e política até o surgimento das milícias.
Pra sorte de Irati, o filme entrou em cartaz, no Cine Irati, dia 12 de novembro.
Um conselho, parceiro: não peça pra sair e assista até o fim.


****Trailer:

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Tudo pela arte


Num texto famoso, o filósofo Walter Benjamin afirmava que a arte havia perdido sua aura, ou seja, aquele momento de magia e unicidade.
No filme Um crime nada perfeito (2009, dir. Peter Hewitt), os personagens principais são encantados pela aura de alguns objetos artísticos de um museu.
Morgan Freeman, Christopher Walken e William H. Macy estão na pele de três seguranças que trabalham num museu e são aficionados por arte. Passam noite/dia contemplando quadros e uma escultura. Em outras palavras, cultuam e vivenciam a arte.
No entanto, a notícia de que as obras serão enviadas para outro país causa espanto e apreensão. Aí que começa a confusão, pois farão de tudo para permanecer próximos de seus objetos de adoração. Até mesmo roubar, mesmo sem vocação para isso.
Afinal, vale tudo por uma bela obra de arte. Não é?


Trailer:

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Cuidado com o predador


Antes de ser governador da Califórnia, nos Estados Unidos, Arnold Schwarzenegger foi um dos reis dos filmes de ação dos anos 1980. Junto com Sylvester Stallone, Schwarza disputava as bilheterias do mundo todo com muita pancadaria, cenas eletrizantes, roteiros simplistas e bom humor. Animava também as noites da Globo, na Tela Quente.

Até hoje ninguém conseguiu substituir os antigos reis. Engraçado, Schwarza tinha tudo para dar errado: sem expressão, nome difícil e músculos demais.

No entanto, fez grande sucesso, tornando-se um ícone dos 80. Exemplo disso é “O Predador” (1987, dir. John McTiernan), uma produção sobre a chegada de um alienígena que caça os soldados do major Alan “Ducht” Schaefer (Schwarza).

Bons tempos em que você sabia quem era o inimigo.



****Trailer do filme:

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

De médico e louco...


Durante muitos anos, sempre ouvia alguém comentar que “M.A.S.H.” (1970, dir. Robert Altman) era um filme muito bom. Como ele não era reprisado na TV aberta e tampouco encontrado nas locadoras, não podia comprovar a tal afirmação.
Até que, recentemente, o encontrei num saldão de mercado. Botei pra rodar no aparelho de DVD e, para minha felicidade, foi uma experiência excelente. É fato: Altman é um cineasta de primeira, pois ele elabora uma visão diferente sobre a guerra. Ao invés das batalhas sangrentas e do tormento psicológico, “M.A.S.H.” mostra o cotidiano fora do comum de um hospital de campanha durante a Guerra da Coreia.
Os dois principais personagens do filme, Duke e Hawkeye, aprontam todas, inclusive jogando golfe em pleno acampamento.

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Como prometido aos leitores da Folha de Irati, eis o significado da sigla M.A.S.H.:
Mobile
Army
Surgical
Hospital

Algo como "Hospital Cirúrgico Militar Móvel"

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sábado, 17 de julho de 2010

Programa Noites 80 vai entrevistar Roger, vocalista do Ultraje


Comandado pela âncora Michele Matos e pelo trio de comentaristas Cristiano Martinez, Márcio Fernandes e Waldecir Kurpias, o programa Noites 80, veiculado pela rádio Cultura FM 93.7 aos domingos (às 20h30), apresenta semanalmente o melhor da saudosa década de 80: música, cinema, TV, moda, costumes, política, economia, enfim, tudo aquilo que faz parte do imaginário cultural daquele período.
Além dos comentários e do tema central, o programa se compõe de diversos quadros. Um deles é o “Convidado Especial”, que a cada domingo traz, via telefone ou em estúdio, uma importante personalidade para comentar sobre algum assunto. Já passaram pelo programa o cantor guarapuavano Sérgio da Matta, a banda Gato Xadrez, o professor Cláudio de Andrade, o artista Ovelha (do hit “Sem você não viverei”) e Kid Vinil, ex-vocalista do grupo Magazine (dos hits “Sou Boy” e “Tic tic nervoso”).
Neste domingo, 18 de julho, o Noites 80 contará com a presença, via telefone e ao vivo, do vocalista e compositor do grupo Ultraje a Rigor, Roger Rocha Moreira. Ícone dos anos 80, o Ultraje fez sucesso com as músicas “Nós vamos invadir sua praia”, “Inútil”, “Ciúme”, “O Chiclete”, “Pelado”, entre tantas outras. Atualmente, a banda continua na ativa, liderada pelo remanescente original, Roger.

SERVIÇO
O programa Noites 80 começa às 20h30, pela Cultura FM 93.7. Também pode ser sintonizado pela web, no http://www.cultura93fm.com.br/ (recomenda-se o Internet Explorer para sintonizar a programação).
Outras informações pelo blog http://www.noite80.blogspot.com/.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Morre autor de “American Splendor”


O mundo dos quadrinhos está menos cinza e melancólico. Ontem, 12 de julho, morreu Harvey Pekar, de 70 anos, o criador da série American Splendor. Traduzidas no Brasil como Anti-Herói Americano, as histórias em quadrinhos de Pekar romperam com o arquétipo maniqueísta e espetaculoso do tradicional gibi de super-herói. Ao enfocar o cotidiano simples e tedioso do homem comum, Pekar renovou as HQs nos anos 70 do século 20.
Na verdade, ele fez parte de um movimento alternativo, que remava contra a maré dominante da Marvel e da DC Comics, gigantes na indústria norte-americana de quadrinhos. Além de Pekar, autores como Robert Crumb, com seu Fritz, The Cat, também fizeram parte dessa tendência. Inclusive, Crumb foi um dos artistas que deram forma e traço ao roteiro de Peaker.
No universo de American Splendor, destacavam-se a vida e as manias do autor, recriado em seus quadrinhos como um protagonista nada gentil e simpático. Ao contrário, ele era ranzinza e melancólico, filtrando o mundo por meio de seu pessimismo e desesperança.
Em 2003, Shari Springer Berman e Robert Pulcine levaram os quadrinhos de Peaker para o filme Anti-Herói Americano, adaptando seu universo ficcional a uma espécie de “metacinema”. Para o papel de Pekar, o ator Paul Giamatti. O filme conquistou o prêmio especial do júri no Sundance Film Festival naquele ano.
O autor se foi, mas sua obra permanece como um dos melhores retratos do cotidiano nada heroico do homem comum.

Veja trailer de Anti-herói americano aqui.