segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O apocalipse dos mortos-vivos


Sucesso na TV a cabo, primeira temporada de The Walking Dead chega ao mercado de DVDs

Após a coqueluche em torno dos vampiros, graças à franquia Crepúsculo (livro e filme), parece que chegou a vez dos mortos-vivos. Desde o ano passado, telespectadores do mundo todo conheceram o seriado The Walking Dead, que tem como protagonistas esses seres “meio mortos, meio vivos”. O sucesso possibilitou a produção da segunda temporada, que estreou há três semanas na TV a cabo brasileira.

Mas, para quem não tem acesso aos canais pagos, recentemente foi lançada uma caixa reunindo em DVD todos os episódios da primeira temporada; com direito a versão em Blue Ray (tecnologia que está substituindo o disquinho tradicional).

Apesar do parentesco com o gênero dos mortos-vivos no cinema, cuja maior referência é o diretor George Romero (autor de clássicos como A noite dos mortos-vivos, de 1968), a série busca inspiração nos quadrinhos. The Walking Dead é uma adaptação bastante fiel do gibi homônimo de Robert Kirkman, lançado em 2003 pela Image Comics nos Estados Unidos.



Desenhada por Tony Moore, que foi substituído posteriormente por Charlie Adlard, a série criada por Kirkman narra a história de um grupo de pessoas tentando sobreviver em um mundo atingido por um apocalipse zumbi. No Brasil, o gibi foi publicado em forma de encadernados pela HQM Editora.

Dos quadrinhos para a telinha, The Walking Dead manteve o mesmo espírito de desordem causado por uma praga que transformou boa parte da humanidade em mortos-vivos. As primeiras cenas do episódio de estreia dão boa ideia desse caos: o personagem principal, o policial Rick Grimes, acorda de seu coma num hospital cheio de cadáveres. Atordoado, ele tenta achar o caminho de casa; mas conhece apenas o fedor da morte.

Restabelecido e ciente da situação em que se encontra o mundo, Grimes parte em busca de sua família. Não sem antes conhecer e enfrentar a fome insaciável dos mortos-vivos.

Assim como no gibi, o grande destaque da série é a caracterização dos monstrengos e o modo como a ética e a moral perdem seu valor numa sociedade anárquica. Às vezes, temos a impressão de que os humanos sobreviventes são tão cruéis quanto os mortos-vivos; mas estes, pelo menos, têm a desculpa de estarem sem vida.



SERVIÇO:
DVD: The Walking Dead, 287 min
Direção: Frank Darabont
Preço: R$ 79,90 (sem o frete)
Onde adquirir: www.saraiva.com.br


 (Imagens: www.thewalkingdead.com)


Trailer da primeira temporada

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Ator da série “Crepúsculo” retorna em filme de ação


Nathan (Taylor Lautner) precisa descobrir seu verdadeiro passado
 

Rosto conhecido da série de filmes Crepúsculo, o ator Taylor Lautner resolveu diversificar um pouco sua carreira cinematográfica. Deixando de lado a figura do lobisomen Jacob, pelo qual Bella Swan (e muitas meninas) tem uma quedinha, Lautner passa a protagonista de um típico filme de espionagem. Trata-se de Sem Saída (2011), que estreia nesta sexta-feira (28) no Cine XV.

Na trama, o ator vive o personagem Nathan, um jovem com vida aparentemente normal. Mas, durante uma pesquisa, ele acessa um site de crianças desaparecidas onde detecta, numa foto, incríveis semelhanças com seu rosto. Aos poucos, descobre que não é filho biológico de seus pais.

Antes de Nathan conseguir alguma informação a mais, sua casa é invadida e seus supostos pais são mortos. A partir dali, ele começa a ser perseguido pela CIA e por um agente sérvio.

Ao contrário de seus colegas de Crepúsculo, Lautner preferiu investir num gênero mais popular no cinema, focando no público que curte filmes de ação. Sob a batuta do diretor John Singleton, Sem Saída é adrenalina do início ao fim da história.

Também serve como um teste para o ator, que precisa provar sua competência e carisma no protagonismo de uma grande produção.


SERVIÇO
Filme: Sem Saída (2011), 106 min.
Estreia: sexta-feira (28)
Local: Cine XV
Horários: 19h e 21h30min
Valor: a consultar (Tel.: 3621-2005)
Sala: o cinema é localizado no centro de Guarapuava, na Rua Getúlio Vargas, 1.716.


(Foto: adorocinema.com.br)



Filme emociona com história de simpático golfinho


Em produção para o público-família, o veterano Morgan Freeman (à direita na foto) é uma das estrelas
 

As gerações mais antigas talvez se lembrem da série de TV estrelada pelo golfinho Flipper. Sucesso nos anos de 1960 e 1970, apresentava as aventuras de uma família na companhia de simpático animal aquático. Buscando inspiração nesse tipo de programa, Winter, o golfinho (2011) usa outro personagem semelhante, Winter, para conquistar as famílias de hoje. O filme é a estreia desta sexta-feira (28) nas salas de cinema de Guarapuava e Irati.

Na verdade, o longa-metragem dirigido por Charles Martin Smith se insere naquele tipo de filme com animais, tão comum no cinema hollywoodiano. Quem conhece o cachorro Beethoven e o porquinho Babe sabe do que estamos falando. Segue aquela velha história: animal inteligente e simpático ajuda na resolução de problemas graves. Geralmente, em ritmo de ação ou drama.

É o caso de Winter, o golfinho cujo enredo se baseia numa história real. Um menino órfão de pai, e com dificuldades de relacionamento, encontra um golfinho machucado na praia, preso numa rede. Os dois se tornam amigos, provocando mudanças principalmente na trajetória do menino.

Sensível, dramático e comovente. Ou seja, é um típico “filme família”, que tenta arrebatar corações e multidões.

Fora isso, detalhe para o elenco cheio de nomes conhecidos do público: Morgan Freeman (Seven – Os sete pecados capitais) Ashley Judd (Crimes em Primeiro Grau) e Kris Kristofferson (Blade).

SERVIÇO
Filme: Winter, o golfinho (2011), 113 min.
Estreia: sexta-feira (28)

CINE XV
Horários: 15 h (Sábado e Domingo), 17 h (diariamente)
Valor: a consultar (Tel.: 3621-2005)
Sala: o cinema é localizado no centro de Guarapuava, na Rua Getúlio Vargas, 1.716.


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CINE IRATI
Horário: 21 h
Valor: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)
Sala: Localizada na Travessa Frei Jaime, 37, no centro de Irati

(Foto: not1.com.br)


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Beatles em ritmo de quadrinhos

Desenhista e escritor francês conta, em ordem cronológica, a história do quarteto de Liverpool



Informação é o que não falta sobre os Beatles. Só no mercado editorial existem centenas de publicações a respeito do quarteto mais famoso de Liverpool. Biografias, enciclopédias, dicionários, enfim, um material vasto e amplo que não está no gibi.

Ou melhor, agora está. Trata-se do lançamento pela editora brasileira Conrad de O Pequeno Livro dos Beatles, uma versão em quadrinhos da história de John, Paul, George e Ringo.

Escrito pelo francês Hervé Bourhis, o livro dá continuidade a outro trabalho dele, O Pequeno Livro do Rock (2010). A mistura de quadrinhos, história e música deu rock and roll. Por isso, na continuidade do projeto, o autor resolveu homenagear uma das bandas mais importantes da cultura ocidental, os Beatles.

Na verdade, não é bem uma homenagem tradicional. Não pense o leitor que Bourhis simplesmente elogia e puxa o saco do quarteto britânico. Pelo contrário, ele ironiza e satiriza a vida e a produção musical dos Beatles.



Como todo bom francês, o desenhista exerce um olhar crítico e ácido. Quando precisa, ele elogia; mas quando é necessário criticar, não poupa ninguém. Que o diga Ringo Starr, o mais contestado do quarteto.

Livro fundamental até mesmo para quem nunca ouviu falar dos músicos. O que acho difícil.






(Imagens: zupi.com.br)

SERVIÇO:
HQ: O Pequeno Livro dos Beatles (2011), 168 págs.
Autor: Hervé Bourhis
Preço: R$ 40,40 (sem o frete)
Onde adquirir: www.saraiva.com.br

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Evento na Unicentro provou que Ficção Científica não é coisa de “nerd”

(Foto: http://mostratarkovskieherdeiros.blogspot.com/)
O russo Solaris foi exibido na quinta-feira (20), com direito a debate comandado pela doutora Rosana Harmuch


Alienígenas, devaneios, telas gigantescas, viagens espaciais e invasores. Durante cinco noites, o câmpus Santa Cruz da Unicentro (Universidade Estadual do Centro-Oeste) foi tomado por estranhas criaturas e mundos fantasiosos. Calma, não se trata da destruição de uma instituição de ensino superior de Guarapuava; mas simplesmente da boa e velha magia do cinema.

Tudo porque o tradicional Cine Unicentro foi palco de um evento aberto aos amantes de um gênero peculiar e às vezes confundido como meio nerd: Ficção Científica. A realização da segunda edição do FCírculo, que já se tornou referência à comunidade universitária, propiciou o debate da Sci-Fi, como também é conhecida, no cinema mundial.

De segunda (17) a sexta-feira (21), foram exibidos e debatidos cinco filmes clássicos: Ladrão de Sonhos (1995), Alien, o oitavo passageiro (1979), 1984 (1984), Solaris (1972) e Vampiros de Almas (1956). Após as sessões, sempre havia um convidado especial para comandar as discussões. Segundo um dos organizadores do evento, o professor do Departamento de Comunicação Social da Unicentro, Anderson Costa, a montagem da lista foi feita a partir da escolha dos especialistas.

Em cada uma das noites, o público presente pôde acompanhar diferentes abordagens sobre alguns clássicos da Ficção Científica. Para a estudante do curso de graduação em História da Unicentro, Marieli Rosa, de 19 anos, o que lhe chamou a atenção foram os debates. “Achei tudo maravilhoso”.

Ela acrescenta que, como tem interesse em desenvolver trabalhos com História e cinema, a participação no FCírculo foi muito proveitosa.

Outra participante do evento, Micheli Rosa, de 19 anos, também concorda que o nível dos debates foi muito bom. “O palestrante apresentava um tipo de conhecimento que, muitas vezes, a gente não conseguia perceber nos filmes”, resume.

As duas confessam que não são especialistas em Sci-Fi. Por isso, segundo elas, descobrir o universo futurista foi uma experiência interessante.

SALDO
Os destaques dados pelas duas jovens estudantes vão ao encontro daquilo que a organização do evento esperava. Para Costa, o ponto positivo do FCírculo era incentivar o debate sobre cinema.

“Foi uma rara oportunidade de ouvir leituras diferentes sobre aquele filme conhecido. Nesse sentido, foram debates de extrema riqueza”, explica.

O professor avalia que essa maneira dinâmica funcionou de maneira muito positiva no FCírculo. Já para 2012, fica a promessa de uma edição ainda melhor, com novas estratégias.

PRÓXIMO EVENTO
Com apoio do NPCinema (Núcleo de Produção e Pesquisa em Cinema da Unicentro), Costa adianta que o Cine Sesc vai realizar uma mostra de filmes sobre a obra de Edgar Allan Poe. Vai ocorrer nos dias 7, 8 e 9 de novembro deste ano no Cine Unicentro, com entrada franca.

Serão exibidas e debatidas quatro adaptações cinematográficas da obra do famoso autor do poema “O Corvo”.

Costa informa que, como a mostra não está totalmente montada, ainda não é possível indicar quais filmes farão parte do evento. Mas ele adianta que o ator Vincent Price será figura certa em algumas das produções.

ORGANIZAÇÃO
O II FCírculo foi organizado pelo GCC (Grupo Círculo de Conversas sobre Linguagem, Comunicação e Artes), Decs (Departamento de Letras) e Unicentro. E contou com o apoio do NPCinema (Núcleo de Produção e Pesquisa em Cinema da Unicentro) e do jornal laboratorial Ágora.

No comando dos debates, os professores Bruno Weber, Rodolfo Londero, Rosana Harmuch, Silnei Soares e Silvio Demétrio.

sábado, 22 de outubro de 2011

FCírculo: especialista debate as fronteiras entre real e fantasia


Ladrão de Sonhos foi exibido na segunda-feira (17)


Durante a semana, o câmpus Santa Cruz da Unicentro (Universidade Estadual do Centro-Oeste), em Guarapuava, foi palco do II FCírculo, evento que teve como objetivo discutir a Ficção Científica no cinema. Em todas as cinco noites, foram exibidos e debatidos filmes com o público presente ao Cine Unicentro.

Em parceria com a Rádio Universitária FM 99.7 e NPCinema (Núcleo de Produção e Pesquisa em Cinema da Unicentro), o NOVA ESTAMPA acompanhou os principais debates e entrevistou alguns dos palestrantes.

Na segunda-feira (17), o professor da UEL (Universidade Estadual de Londrina), e doutor pela USP (Universidade de São Paulo), Silvio Ricardo Demétrio, comandou as discussões sobre o filme Ladrão de Sonhos (1995), de Jean Pierre Jeunet.

No podcast abaixo, ele comenta sobre as relações entre real e fantasia no gênero da Ficção Científica. A matéria foi veiculada originalmente no programa de rádio Unicentro Notícias, da Universitária FM 99,7.

Matéria FCírculo-ENTREVISTA SILVIO by novaestampa

Professor aponta os principais aspectos de "Alien, o oitavo passageiro"


Alien, o oitavo passageiro foi exibido na terça-feira (18)


Durante a semana, o câmpus Santa Cruz da Unicentro (Universidade Estadual do Centro-
Oeste), em Guarapuava, foi palco do II FCírculo, evento que teve como objetivo discutir a Ficção Científica no cinema. Em todas as cinco noites, foram exibidos e debatidos filmes com o público presente ao Cine Unicentro.

Em parceria com a Rádio Universitária FM 99.7 e NPCinema (Núcleo de Produção e Pesquisa em Cinema da Unicentro), o NOVA ESTAMPA acompanhou os principais debates e entrevistou alguns dos palestrantes.

Na terça-feira (18), o professor da Unicentro, e mestre pela Unesp (Universidade Estadual Paulista), Bruno Weber, comandou as discussões sobre o filme Alien, o oitavo passageiro (1979).

Considerado um clássico do gênero, a produção de origem norte-americana e dirigida por Ridley Scott conta a história da tripulação da nave Nostromo que, durante viagem espacial, recebe a visita inesperada de um alienígena.

É o tal do “oitavo passageiro”, que começa a dizimar os ocupantes da nave. Entre eles, destaque para a jovem atriz Sigourney Weaver, em início de carreira.


No podcast abaixo, o professor Weber discute os principais pontos do filme. A matéria foi veiculada originalmente no programa de rádio Unicentro Notícias, da Universitária FM 99,7.

Matéria FCírculo-ENTREVISTA BRUNO by novaestampa